Desde que deu início aos novos turnos de operação, o Centro Cirúrgico do Hospital Nossa Senhora das Graças registrou um aumento de 530% em relação aos procedimentos realizados em março deste ano, no ápice das internações por Covid-19. Em julho, as cirurgias eletivas foram retomadas e, em agosto, implementados os novos horários: às noites de segundas a sextas-feiras e aos sábados. O salto foi de 210 procedimentos em março para 1.051 em julho. Em agosto, foram 1.323 procedimentos, superando a expectativa inicial, que era chegar a 1,2 mil por mês, marca que já representaria um aumento de 50% em relação à média pré-pandemia.

Quem sentiu bem a diferença foi Remi Ramos Silva, 67 anos, que levou mais de um ano aguardando a primeira cirurgia de uma catarata severa no olho direito, que se realizou em maio deste ano. “Foi um pavor, por que eu tinha medo de não recuperar mais a visão, mas a recuperação foi de 100%. Até por isso achei que a operação do olho esquerdo fosse demorar igual, não era urgente. Foi uma surpresa maravilhosa quando marcaram para apenas um mês e meio após meu retorno da primeira cirurgia”, comemora. Dona Remi foi operada em 11 de agosto, graças à ampliação de turnos, e já está se recuperando.

Antes, apenas procedimentos de urgência eram realizados nesses horários, instituídos justamente para dar fluxo à demanda reprimida gerada pela suspensão de eletivas ao longo da pandemia. Para possibilitar a ampliação, foram contratados três anestesistas presenciais – um para atuar das 19h à 1h e dois para atender aos sábados, das 7h às 19h – além de uma nova equipe de técnicos com instrumentação cirúrgica. “Assim, os novos turnos se tornam permanentes na instituição, ajudando a dar andamento à fila de espera em Canoas”, explica o diretor-técnico do HNSG, Omar Antônio dos Santos.

Centro Cirúrgico Melton Inácio Both

O Centro Cirúrgico Melton Inácio Both oferece uma estrutura completa e preparada para receber diversos tipos de procedimentos, de média e alta complexidade, para pacientes do SUS, convênios e particulares. Das oito salas de operação, cinco estão ativas e três foram transformadas em leitos de recuperação, devido à reorganização de alas para atender pacientes da Covid-19 e reformas de infraestrutura. O bloco realizava cerca de 800 cirurgias por mês antes da pandemia e dos novos turnos.

Compõem a estrutura o Centro de Materiais Esterilizados, responsável pela higienização e esterilização dos instrumentos cirúrgicos, e a Sala de Recuperação. Já a Clínica Cirúrgica, que presta assistência aos pacientes nas fases pré e pós-operatórias, passou recentemente por reforma para qualificar e ampliar o atendimento. Com as obras, o número de leitos passou de 17 para 32.

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