Fisioterapeuta Márcio Laguna conduziu 1.904 sessões de fisioterapia no Ambulatório Pós-Covid

Mais de 500 canoenses foram atendidos pelo Ambulatório Pós-Covid em seu primeiro ano de funcionamento. Inaugurado em junho de 2021, o serviço pioneiro na Região Metropolitana funciona no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) e atende pacientes que tiveram o novo coronavírus e desenvolveram sequelas ou a forma longa da doença. Mesmo pessoas que manifestaram formas leves da Covid-19 podem desenvolver sintomas meses depois, por isso, a importância de manter os cuidados para evitar a contaminação pelo vírus, diante da atual variante ômicron: uso de máscara, higiene das mãos, distanciamento social e vacinação em dia.

Passados quase dois anos do início da pandemia, o diretor-técnico do Graças e neurologista do serviço, Omar Antônio dos Santos, aponta que muitos pacientes desenvolvem sequelas variadas após a doença: “por isso a importância de contar com um ambulatório com assistência multidisciplinar”. Encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através das unidades básicas (UBS) da Prefeitura de Canoas, os pacientes contam com atendimento especializado no tratamento das sequelas da Covid-19, passando por clínico-geral que pode encaminhá-los ainda para pneumologista, cardiologista, neurologista, fisioterapeuta e fonoaudióloga, e exames de laboratório, radiologia, tomografia e eletrocardiograma.

No total, foram prestados até o final do ano, 8.457 atendimentos, entre as consultas médicas, sessões terapêuticas e exames laboratoriais e de imagem. Responsável pelo primeiro acolhimento dos pacientes no Ambulatório, o clínico-geral Ednilson Lautenschlager observa que as queixas mais comuns são fadiga crônica e falta de ar, que acarretam dificuldades para trabalhar e fazer atividades diárias. “Há pessoas que não conseguem voltar a ter uma vida produtiva, retomar seu ganha-pão, e chegam muito deprimidas. Há queixas neurológicas, de confusão mental e esquecimentos. As mulheres se preocupam muito com a perda de cabelo, que se mostrou uma sequela bastante comum”, lista o médico, garantindo, porém, que esses sintomas têm tratamento.

A pandemia não acabou

Diante da disseminação da nova variante da Covid-19 e, inclusive, de casos de gripe, é fundamental manter os protocolos sanitários, a fim de evitar sobrecargas nos serviços de saúde, além de contaminações que podem gerar sequelas no futuro. A vacinação é uma estratégia de cuidado coletivo, sendo medida de saúde pública essencial para reduzir casos graves e diminuir risco de morte. Em Canoas, a imunização contra o novo coronavírus é realizada na Central de Vacinas (Estação Canoas da Trensurb), de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, postos de saúde e ainda pela VANcina, cuja localização é informada diariamente pela prefeitura.

Mesmo com a vacinação, deve-se lembrar que quanto menos o vírus estiver circulando, menor será o número de pessoas com sintomas e a chance de surgimento de novas variantes. Por isso, o uso da máscara é essencial para diminuir o risco de transmissão, e o modelo N95/PFF2 é o mais seguro para ambientes com alta circulação de pessoas. Ainda assim, ela não substitui o distanciamento físico, que deve ser de pelo menos 2 metros entre pessoas que não moram na mesma casa.

Atividades na qual o uso de máscara não seja possível – como alimentação e tabagismo – aumentam o risco de contaminação e devem ser evitadas em público. Em caso de manifestação de qualquer sintoma respiratório, deve ser iniciado imediatamente o autoisolamento, até que seja possível excluir contaminação por Covid-19 ou outras doenças virais.

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