Nesta quinta-feira (14), a paciente Gessi Cardoso Hellvig completa um ano de tratamento no Ambulatório Pós-covid do Hospital Nossa Senhora das Graças. Ela comemora um grande avanço no processo fisioterápico que iniciou em 14 de julho de 2021. No Ambulatório, que entre junho de 2021 – mês da inauguração – até junho de 2022 foram realizados 15.643 atendimentos e exames, Gessi encontrou o apoio que precisava para lutar pela própria vida. “Aqui encontrei esperança”, comenta.

Depois de ficar hospitalizada por um longo período, em coma, a reabilitação não foi fácil. Sem conseguir se locomover, a paciente chegou ao Graças usando uma cadeira de rodas, onde mal conseguia ficar sentada. Com a fisioterapia, ela fez as transições para o andador, depois para muletas e atualmente, ainda em tratamento, já consegue se locomover sem nenhum apoio.

Sob os cuidados do fisioterapeuta Marcio Laguna, Gessi, de 63 anos, faz exercícios de reabilitação físico-funcional, trabalhando resistência, força muscular, funcionalidade e reabilitação respiratória. “O Marcio é uma bênção. Sou muito bem cuidada aqui, não falto às sessões acho que me recuperei rápido e penso em voltar a trabalhar logo”, afirma, contando que é costureira.

O atendimento no Ambulatório é multidisciplinar e os encaminhamentos para os tratamentos pós-covid acontecem por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os pacientes passam por avaliação com o clínico geral e o profissional da saúde encaminha para o tratamento com os especialistas, conforme a necessidade. No Ambulatório são oferecidos os seguintes serviços: Clínico Geral, Pneumologia, Cardiologia, Neurologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Laboratório (exames), Radiologia, Tomografia e Eletrocardiograma.

O fisioterapeuta comenta que ele e a colega psicóloga, Renata Campos, estão organizando um grupo de apoio para que os pacientes troquem experiências e se fortaleçam durante a reabilitação. Muitos, além das sequelas físicas, desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático, transtornos de humor, depressão e ansiedade, que estão sendo tratados. “Falar da dor alivia”, ressalta a psicóloga, explicando que muitos pacientes relatam dificuldade em se reinserirem na rotina da vida diária após a Covid e que os grupos de apoio podem auxiliar na construção de recursos emocionais.

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